terça-feira, 7 de abril de 2009
Frio
Choveu durante a noite e agora pela manhã faz um frio inesperado para esta Primavera que começou quente , a fazer lembrar o Verão.
sábado, 4 de abril de 2009
Pela estrada fora
A grande estrada abre - se à minha frente ladeada de árvores cujos nomes nem todos conheço , talvez um carvalho já aqui deste lado e mais à frente um castanheiro , depois , no interior do campo , oliveiras que pontilham a terra seca revolvida e ainda mais oliveiras que se vão espalhando por toda a paisagem , fazendo uma silenciosa companhia. Dentro do carro a música isola - me do mundo exterior levando os meus pensamentos para lugares diversos flutuando livremente no pequeno espaço interior , batendo uns contra os outros , sem choques dramáticos.
Está um belo dia de sol límpido que atrai a boa disposição e o bem estar e talvez por isso há uns pensamentos sobre a beleza , sobre o amor e ainda sobre a paz que , embora breves , me deixam mais feliz.
De quando em vez passa um carro em sentido contrário exigindo - me mais atenção ao real mas rápidamente volto à névoa formada pelos cigarros que já não fumo.
Está um belo dia de sol límpido que atrai a boa disposição e o bem estar e talvez por isso há uns pensamentos sobre a beleza , sobre o amor e ainda sobre a paz que , embora breves , me deixam mais feliz.
De quando em vez passa um carro em sentido contrário exigindo - me mais atenção ao real mas rápidamente volto à névoa formada pelos cigarros que já não fumo.
sábado, 28 de março de 2009
Equinócio
Abre - se um buraco por onde caio e onde fico um tempo que nunca é certo.
O equinócio da Primavera exerce sobre mim uma força negativa que não consigo controlar que me deixa próximo da depressão.
O buraco é um grande vazio que não consigo encher com nada. As emoções vão para qualquer sítio longe de mim e perco a humanidade , o gosto pela convivência e o prazer de estar deixa de existir.
Quase só o sono me traz alguns momentos de tranquilidade , breves instantes que pela manhã se esboroam.
Inspiro fortemente , uma , duas vezes.
O equinócio da Primavera exerce sobre mim uma força negativa que não consigo controlar que me deixa próximo da depressão.
O buraco é um grande vazio que não consigo encher com nada. As emoções vão para qualquer sítio longe de mim e perco a humanidade , o gosto pela convivência e o prazer de estar deixa de existir.
Quase só o sono me traz alguns momentos de tranquilidade , breves instantes que pela manhã se esboroam.
Inspiro fortemente , uma , duas vezes.
quinta-feira, 26 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Futebol
Há esta coisa do futebol que neste País parece assumir pontos de estultícia ou de demência . Talvez se deva ao facto de sermos um lugar pequeno e onde quase nada acontece - ainda bem , dirão alguns , quando se lembram de outras perdas de faculdades mentais de outros lugares relatadas amíude nas televisões.
Muitas das vezes , a maioria , o futebol , em particular o português , irrita - me. A grande maioria dos poucos jogos que vejo ou melhor , de parte deles , são tão fraquinhos , tão fraquinhos que não consigo entender de onde vem a atracção exercida por este jogo no adepto tuga.
Depois há sempre as tricas e o falatório. As tricas do jogo , no relvado e fora dele : entre os jogadores , entre os dirigentes , entre os adeptos. É quase só tricas , dúvidas , erros , as faltas e as supostas faltas . O árbitro que quase nunca arbitra mas que rouba sempre. É , há sempre um roubo , um roubo que leva à indignação e à revolta por uma boa parte da gente . Na hora , nas horas a seguir , nos dias a seguir , nos meses a seguir, meu Deus , nos anos a seguir aos jogos .
E há também o falatório , o falatório sério com direito a imenso tempo de antena , distribuido por todos os canais , por todos os os jornais e que se estende para os escritórios e para a rua , para quase todo o lado , inútil , oco , sem sentido.
Muitas das vezes , a maioria , o futebol , em particular o português , irrita - me. A grande maioria dos poucos jogos que vejo ou melhor , de parte deles , são tão fraquinhos , tão fraquinhos que não consigo entender de onde vem a atracção exercida por este jogo no adepto tuga.
Depois há sempre as tricas e o falatório. As tricas do jogo , no relvado e fora dele : entre os jogadores , entre os dirigentes , entre os adeptos. É quase só tricas , dúvidas , erros , as faltas e as supostas faltas . O árbitro que quase nunca arbitra mas que rouba sempre. É , há sempre um roubo , um roubo que leva à indignação e à revolta por uma boa parte da gente . Na hora , nas horas a seguir , nos dias a seguir , nos meses a seguir, meu Deus , nos anos a seguir aos jogos .
E há também o falatório , o falatório sério com direito a imenso tempo de antena , distribuido por todos os canais , por todos os os jornais e que se estende para os escritórios e para a rua , para quase todo o lado , inútil , oco , sem sentido.
Costa Nova
Encosto-me ao paredão , num pedacinho livre , ao pé de uma mulher em top less que talvez se tenha sentido incomodada com a minha presença porque vestiu a parte de cima do bikini e pouco depois mudou - se uns metros mais para cima. Eu próprio também me mudei , incomodado pela maré , ameaçadora , e fiquei agora distante do paredão.
Aproveito o dia de sol e de pouco vento que fez hoje mas na verdade não consegui esquecer a solidão que me acompanha e parece ter - se colado de forma resistente. Ensaiei ainda um pouco de leitura mas a minha cabeça não está em paz . Instalou - se um vazio preocupante que não deixa entrar quase nada. Parece que quanto mais só estou menos vontade de conviver tenho. Um ciclo perigosamente vicioso.
Vou até à esplanada junto da marina onde me sento e como uns rissóis , uma bifana e que empurro com uma imperial. Ao mesmo tempo observo uns jovens que acabaram agora mesmo uma regata de vela nas tarefas de arrumação das embarcações. Lembro -me dos tempos em que com o barco do meu pai também eu me ocupei das árduas tarefas que vêm depois dos prazeres que a água e os barcos proporcionam.
Vagueei em direcção ao mercado na expectativa de encontrar uma loja onde comprar uns chinelos. Sem grande animo entrei em três lojas mas nada vi que me agradasse e vim para aqui , para casa ,onde escrevo estas linhas.
Aproveito o dia de sol e de pouco vento que fez hoje mas na verdade não consegui esquecer a solidão que me acompanha e parece ter - se colado de forma resistente. Ensaiei ainda um pouco de leitura mas a minha cabeça não está em paz . Instalou - se um vazio preocupante que não deixa entrar quase nada. Parece que quanto mais só estou menos vontade de conviver tenho. Um ciclo perigosamente vicioso.
Vou até à esplanada junto da marina onde me sento e como uns rissóis , uma bifana e que empurro com uma imperial. Ao mesmo tempo observo uns jovens que acabaram agora mesmo uma regata de vela nas tarefas de arrumação das embarcações. Lembro -me dos tempos em que com o barco do meu pai também eu me ocupei das árduas tarefas que vêm depois dos prazeres que a água e os barcos proporcionam.
Vagueei em direcção ao mercado na expectativa de encontrar uma loja onde comprar uns chinelos. Sem grande animo entrei em três lojas mas nada vi que me agradasse e vim para aqui , para casa ,onde escrevo estas linhas.
segunda-feira, 9 de março de 2009
The Reader
"Será que não me devia ter alistado nas SS?" , pergunta Hanna ao seu inquiridor em pleno tribunal quando confrontada com os delitos cometidos por aquela força no horror dos campos de exterminio.
Teria à volta de 2o anos quando tomou essa decisão , uma escolha porventura ingénua , tomada num contexto especial , nunca imaginando as consequencias ,não sonhando no que se viria a tornar o poder nazi e o absurdo inominável em que tudo se tranformou , acabando num dezprezo indizível pela vida humana , de que Hanna foi também vitima.
Pagou com a sua própria vida pelos erros que foi obrigada a cometer numa abnegação para lá do razoável
Teria à volta de 2o anos quando tomou essa decisão , uma escolha porventura ingénua , tomada num contexto especial , nunca imaginando as consequencias ,não sonhando no que se viria a tornar o poder nazi e o absurdo inominável em que tudo se tranformou , acabando num dezprezo indizível pela vida humana , de que Hanna foi também vitima.
Pagou com a sua própria vida pelos erros que foi obrigada a cometer numa abnegação para lá do razoável
domingo, 1 de março de 2009
Cinema
Ontem fui ver o Casamento de Rachel , um curioso filme sobre as disfuncionalidades das familias , eventualmente com alguns clichés , abusando um pouco dos movimentos da camara , talvez com palavras a mais mas que me deixa , entre outras , a mensagem que o passado não se pode modificar , que apenas e sómente o podemos mudar na forma como o vivenciamos no presente. Disse - me ainda o que de há já algum tempo a esta parte sei , que cada um de nós é uma ilha , um território psico fisico único , que tem que encontrar ou construir pontes para se relacionar com os outros.
Domingo
Domingo é sempre Domingo. Dia diferente quase sempre. O corpo acompanha o espírito na vontade de descanso e tranquilidade.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Louvre

Hoje foi dia do Louvre. Um lugar fantástico , repleto de interesse , enorme , infindável , um mar imenso de sensações que a arte proporciona. Escultura grega e pintura italiana renascentista , foram as alas vistas com um pouquinho mais de detalhe. Mona Lisa e Vénus de Milo , são os incontornáveis. Mas há tanto , tanto , que , tal como leio no guia da Lonely Planet que levo emprestado , são nove os meses necessários para ver todo o museu. Porventura falso dada a quantidade de obras de arte expostas e a impossibilidade de medir com rigor o tempo que cada uma delas leva a ser apreciada por quem a observa. Esse tempo varia em função de muitos factores: do conhecimento do que se vê à sensibilidade de cada um de nós , do cansaço com que se está à quantidade de pessoas que se encontra junto das obras.
Fiquei parado em frente de algumas das esculturas gregas , peças maioritáriamente em mármore , de acabamento e detalhe perfeitos , simplesmente porque as peças comunicam com os sentidos , arrebatam pela sua beleza, pelo seu requinte. Depois , estamos em frente de obras que atravessaram séculos de vida , séculos de Historia.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Flanando sem rigor

O cansaço hoje começou a fazer - se notar mais fortemente , principalmente nas pernas. Ao mesmo tempo , o entusiasmo efervescente dos primeiros dias a esta revisitada PARIS esvaneceu - se um pouco e misturou - se ainda o sentimento menos nobre de uma certa inveja daqueles que podem usufruir esta cidade , daqueles que aqui vivem . Em conjunto essas três sensações fizeram com que o dia de hoje não fosse tão vibrante como os dois que o precederam.
Mas Paris é Paris , uma cidade fantástica , recortada a todo o instante por locais que nos remetem para a cultura e história , para a literatura e pintura , de uma arquitectura exemplar e especial , em particular aqueles icones mundialmente conhecidos que , quando vistos pelos próprios olhos , de perto , arrebatam os sentidos e nos deixam , me deixaram , por instantes , num silencio respeitador.
Começamos o dia subindo até ao Sacré Coeur , percorrendo um pouco essa zona de Montmartre , hoje um lugar de puro turismo outrora lugar de artistas como Degas e Renoir , para citar apenas dois.
Descemos depois ao Pigalle percorrendo um boulevard onde o sexo é o tema dominante , anunciado sem pudor ou vergonha a qualquer hora , com lojas e salas de espectaculo com ele relacionadas de um lado e de outro .Parámos um pouco mais tempo em frente ao famoso e conhecido Moulin Rouge , que àquela hora da manhã já registava uma razoável fila , não sei se para reservar ou para assistir a algum espectáculo.

Como os japoneses , tirei muitas fotografias , sempre , a toda a hora , na esperança de trazer comigo tudo aquilo de que não pude usufruir totalmente.
Sou um tanto forreta .Por natureza e agora , acentuadamente pela força das actuais circunstancias económicas. Não consigo fácilmente deixar de lado a questão do dinheiro. Por aqui a todo o instante isso me tem acompanhado. A vida é mais cara que em Portugal , já se sabe , logo , o nosso poder de compra desce e desce tanto mais quanto maior é o interesse turistico dos locais que se visitam: se se está proximo de um ponto altamente concorrido , como por exemplo a Notre Dame , o preço das coisas sobe em flecha. Falemos do café por exemplo, que pode custar um euro , euro e vinte numa ruinha normal mas que junto ao Sacré Coeur , Notre Dame ou na Ile de St Louis poderá custar de 2 , 3,50 ou mais euros. Um cafézinho ... é muito para um forreta , relativamente depauperado pela crise.
É assim o mercado. A lei da oferta e da procura no seu melhor.
O ponto seguinte será La Defense . Zona mais afastada do centro , de arquitectura moderna e arrojada , local onde grandes empresas francesas têm sedes e onde se encotra o Grande Arche , obra imponente do tempo da presidencia de Mitterrand. Impressiona pela dimensão dos edificios e das praças mas não é tão humano nem tem tanta gente como as antigas e tradicionais zonas de Paris
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Caro Mio

A japonesa pergunta - lhe se caro mio é mon cher mas ele não entende e responde - lhe apenas que mon chér its french.
Japoneses aos montes por estas bandas vão fotografando tudo como se as máquinas fotográficas fossem capazes de guardar dentro delas os instantes que se respiram .
Hoje foi um outro dia de muita caminhada tendo como primeiro lugar de visita a torre Eiffel e as suas imediações , os pequenos mercados de víveres ao longo das ruas estreitas , de bons preços e de muita diversidade.
Japoneses aos montes por estas bandas vão fotografando tudo como se as máquinas fotográficas fossem capazes de guardar dentro delas os instantes que se respiram .
Hoje foi um outro dia de muita caminhada tendo como primeiro lugar de visita a torre Eiffel e as suas imediações , os pequenos mercados de víveres ao longo das ruas estreitas , de bons preços e de muita diversidade.
No Campo de Marte - Champ de Mars - espaço verde entre a Escola Militar e a Torre Eiffel , para além dos muitos turistas , há pessoas que aproveitam a manhã para fazer o seu jogging , apesar do algum frio que se faz sentir e outras que andam simplesmente passeando sózinhas ou em companhia dos seus cães .
Chego ao fim do dia cansado , incapaz de elaborar um pensamento com lógica e vou neste momento ouvindo a conversa entre a japonesa e o recepcionista do hotel que vão trocando conversa mole sobre as suas vidas , sobre os seus conhecimentos de linguas e enumerando os países visitados. Ela , divorciada , talvez queira mais do que conversa , digo eu. Ele diz que está com uma dor de cabeça e com um principio de constipação talvez querendo dizer que não estará nos seus melhores dias. Hora da minha retirada , eterno medroso das doenças em geral e das constipações em particular.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Paris

Escrevo em Paris , sentado no hall do Hotel Opera Deauville onde nos instalámos hoje por volta das 14 horas locais.Estou cansado como sempre acontece depois das viagens cuja planificação nunca consigo fazer de forma a que não fique com algum stress e ansiedade.
A minha cabeça vagueia em direcções distintas em pouco tempo o que quer dizer que há alguma confusão nos meus pensamentos.
Já fomos até a Place de la Concorde , atravessámos o rio e caminhámos até ao museu D'Orsay sem que , no entanto , tivéssemos entrado , dado já estar fechado.
Achei fantástico este primeiro contacto com Paris pois foi como se tivesse recuado no tempo e passeado um pouco pela História . Qualquer lugar nos remete para qualquer acontecimento do passado e os edificios , para além da elegancia externa notória , deixam perceber pela sua imponência um significado muito para lá do visível.
A minha cabeça vagueia em direcções distintas em pouco tempo o que quer dizer que há alguma confusão nos meus pensamentos.
Já fomos até a Place de la Concorde , atravessámos o rio e caminhámos até ao museu D'Orsay sem que , no entanto , tivéssemos entrado , dado já estar fechado.
Achei fantástico este primeiro contacto com Paris pois foi como se tivesse recuado no tempo e passeado um pouco pela História . Qualquer lugar nos remete para qualquer acontecimento do passado e os edificios , para além da elegancia externa notória , deixam perceber pela sua imponência um significado muito para lá do visível.
domingo, 23 de novembro de 2008
Com um pouco de frio
Entardece.Um frio começa a chegar-se ao corpo e visto o casaco de malha que estava adormecido na cadeira do quarto, aconchegando-me.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Aeróbica ?
Encho - me de coragem e pergunto à professora se posso fazer parte da aula que havia começado há já algum tempo.
Sim , entre , reponde - me , sem interromper o exercício.
Envergonhado , um tanto acabrunhado , junto - me à sessão onde só estão mulheres e tento imitar , a maior parte do tempo sem grande sucesso ,o que vejo fazer à minha frente: perna para a frente depois para o lado, em cima do step , alternando entre a esquerda e a direita , a seguir uma volta , tudo num ritmo forte acompanhado por musica adequada.
De quando em vez espreito os corpos femininos que se movem à minha frente e ao meu lado com muito mais coordenação do que o meu e há uma rapariga , bastante jovem , cujo corpo já passou pela praia ou pelo solário que me reconcilia com o lado belo da vida e me faz ter fé e esquecer o cinzento que tem colorido ultimamente , sem razão objectiva , os meus dias.
Sim , entre , reponde - me , sem interromper o exercício.
Envergonhado , um tanto acabrunhado , junto - me à sessão onde só estão mulheres e tento imitar , a maior parte do tempo sem grande sucesso ,o que vejo fazer à minha frente: perna para a frente depois para o lado, em cima do step , alternando entre a esquerda e a direita , a seguir uma volta , tudo num ritmo forte acompanhado por musica adequada.
De quando em vez espreito os corpos femininos que se movem à minha frente e ao meu lado com muito mais coordenação do que o meu e há uma rapariga , bastante jovem , cujo corpo já passou pela praia ou pelo solário que me reconcilia com o lado belo da vida e me faz ter fé e esquecer o cinzento que tem colorido ultimamente , sem razão objectiva , os meus dias.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Regresso / Engano ?
Devagar , subo as escadas em direcção ao apartamento do 2.º andar , um pouco ansioso pela expectativa de me encontrar com quem há muito tempo não vejo mas assim que toco à campainha e me abrem a porta a desilusão é total , uma espécie de abismo abre - se instantaneamente à minha frente e fico com uma vontade enorme de dizer que se tratou de um engano , que não era o segundo direito que procurava mas sim o segundo esquerdo e virar as costas , zarpar dali a toda a velocidade , esquecer que algum dia , alguma vez meu deu vontade de revisitar o passado , de remexer no baú das memórias .
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Pontilhado

Por entre as memórias percorro o caminho que me leva até à espuma do tempo e vou vagueando , meio perdido , pelas recordações que se erguem vivas , umas , mais esquecidas , outras e , aqui e ali , uma lágrima de saudade desce inadvertidamente pelo rosto cansado dos dias , marejando o olhar que se tenta erguer até ao horizonte do futuro.
Não é lugar nem tempo para o arrependimento , nem para a mágoa , nem para a espera. O tempo e o lugar são , como sempre , o de viver em pleno e o de seguir em frente.
terça-feira, 11 de março de 2008
Lágrima
Procuro em vão as palavras que encham o vazio mas no vazio nada floresce.
Tenho medo que partas , tenho medo de ficar sem ti.
Tenho medo que partas , tenho medo de ficar sem ti.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
O amor
O Amor , sempre o amor , redentora pomada qua amacia a alma e humedece os lábios.
Sem ele talvez a vida não faça sentido e com ele a vida se pode complicar.
Sem ele talvez a vida não faça sentido e com ele a vida se pode complicar.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Medo
Não se pode viver com medo. A mente e o coração têm que se unir na luta contra o medo , seja ele de que natureza fôr.
Subscrever:
Mensagens (Atom)