Fevereiro invernoso , calamitoso e pantanoso!
Confusões que chegam até nós pela televisões frenéticas , ávidas de desgraças e de desconfortos e que propagam com velocidade maior a miséria moral.
A metereologia parece fazer parte de um cenário pré dantesco.
Portugal vive uma vez mais dias de angústia e de desânimo por causa de uns tantos videiros que , repetidamente , enlameiam o território , conspurcam o ar que se respira , destruindo lentamente o que resta da Pátria .
Mas a nós , aos outros , aos que não estão sujos nem conspurcados e que não querem nunca fazer parte da imundície , cabe - nos o dever de deixar o bovino olhar e actuar. Começar agora a agir , com obstinação e tenacidade , diáriamente , a todo o instante.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Magnólias em flor
domingo, 3 de janeiro de 2010
Ana,uma outra vez Ana
Levanto - me cedo , perturbado pelo insistente pensamento com Ana , ao mesmo tempo acre e doce , que não me deixa tranquilo.
Não deixo de ser adolescente.
Em muitos aspectos da minha vida parece ser o unico estado que conheço e de onde não quero arrancar. Tenho dito a mim mesmo que nem tudo precisa de continuar igual e este é um ponto onde , definitivamente , é preciso mudar. Mas nem sempre é fácil. Há comportamentos que ,de tanto se repetirem, vão cavando sulcos que só tendem a aumentar e de onde depois não se sai facilmente.
Não deixo de ser adolescente.
Em muitos aspectos da minha vida parece ser o unico estado que conheço e de onde não quero arrancar. Tenho dito a mim mesmo que nem tudo precisa de continuar igual e este é um ponto onde , definitivamente , é preciso mudar. Mas nem sempre é fácil. Há comportamentos que ,de tanto se repetirem, vão cavando sulcos que só tendem a aumentar e de onde depois não se sai facilmente.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Ano Novo, amizade antiga
Fim de ano em casa do Jorge com os amigos «alentejanos».
Um bom jantar , bem regado , nada de muitos exageros nem de muita confusão mas com uma boa conversa ,amena e franca , pelo menos eu assim a vi , com bons momentos de confraternização.
O Jorge anda animado com a nova namorada que apareceu em dois momentos diferentes , repartindo o tempo entre a sua família natural e esta «nova» família , digamos , de acolhimento acrescentando um novo colorido à manta de cores que temos sido todos nós e que , apesar de se manter firme e tensa parece, a espaços , querer ficar um pouco desbotada .
Conheço o Jorge há já muito tempo , talvez mais de vinte anos , e é sem dúvida o meu amigo mais próximo e chegado e aquele que melhor me conhece e entende. Somos bastante diferentes , em algumas matérias estamos nos antípodas um do outro , mas isso não tem impedido que a nossa amizade se tenha vindo a fortalecer à medida que o tempo vai avançando.
E isso é bonito e saboroso. É bom ter um amigo assim...
Precisa de ser regada , a amizade , tal com as plantas que sem água murcham e morrem.
Um bom jantar , bem regado , nada de muitos exageros nem de muita confusão mas com uma boa conversa ,amena e franca , pelo menos eu assim a vi , com bons momentos de confraternização.
O Jorge anda animado com a nova namorada que apareceu em dois momentos diferentes , repartindo o tempo entre a sua família natural e esta «nova» família , digamos , de acolhimento acrescentando um novo colorido à manta de cores que temos sido todos nós e que , apesar de se manter firme e tensa parece, a espaços , querer ficar um pouco desbotada .
Conheço o Jorge há já muito tempo , talvez mais de vinte anos , e é sem dúvida o meu amigo mais próximo e chegado e aquele que melhor me conhece e entende. Somos bastante diferentes , em algumas matérias estamos nos antípodas um do outro , mas isso não tem impedido que a nossa amizade se tenha vindo a fortalecer à medida que o tempo vai avançando.
E isso é bonito e saboroso. É bom ter um amigo assim...
Precisa de ser regada , a amizade , tal com as plantas que sem água murcham e morrem.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Momento de tempo
Um silêncio profundo envolve o espaço e o tempo.
Parou de chover e dentro de casa está agora quente e acolhedor. Quase nada se ouve. Apenas o silêncio impera como um oceano onde tudo parece igual mas onde tudo está permanentemente em movimento.
Parou de chover e dentro de casa está agora quente e acolhedor. Quase nada se ouve. Apenas o silêncio impera como um oceano onde tudo parece igual mas onde tudo está permanentemente em movimento.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Família e Natal
Que horas são , interrogo - me.
O tempo passa devagar quando não temos nada para fazer , quando não há horários nem obrigações a cumprir . Mas não deixa de passar , isso não! Continua a sua caminhada , silencioso , imperturbável na sua cadência , certo e determinado.
O ano está prestes a terminar. Mais uma horas e começará tudo de novo , tudo igual , tudo diferente . Para mim torna - se mais clara e precisa a sensação de estar cada vez mais próximo do fim o que , espero , venha ainda longe.
Passou depressa este Natal.
Apanhei frio , comi bem e conversei um pouco com a minha mãe sobre a família e a sua diversidade. Sobre o passado , o presente e o que poderá ser o futuro.
Não é muito de falar a minha família! São mais as coisas que não se dizem do que as ditas e isso origina por vezes mal-entendidos , confusões e algumas angústias.Sobretudo desconhecimento. Desconhecimento sobre o outro mas também sobre nós próprios relativamente a esse outro ou outros.
O tempo passa devagar quando não temos nada para fazer , quando não há horários nem obrigações a cumprir . Mas não deixa de passar , isso não! Continua a sua caminhada , silencioso , imperturbável na sua cadência , certo e determinado.
O ano está prestes a terminar. Mais uma horas e começará tudo de novo , tudo igual , tudo diferente . Para mim torna - se mais clara e precisa a sensação de estar cada vez mais próximo do fim o que , espero , venha ainda longe.
Passou depressa este Natal.
Apanhei frio , comi bem e conversei um pouco com a minha mãe sobre a família e a sua diversidade. Sobre o passado , o presente e o que poderá ser o futuro.
Não é muito de falar a minha família! São mais as coisas que não se dizem do que as ditas e isso origina por vezes mal-entendidos , confusões e algumas angústias.Sobretudo desconhecimento. Desconhecimento sobre o outro mas também sobre nós próprios relativamente a esse outro ou outros.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Zon
- Tem televisão por cabo? - pergunta - me uma preparada voz telefónica na tentativa de me vender um pacote de serviços , como agora é costume dizer - se.
- Sim , tenho , mas não estou , para já , interessado em mudar de fornecedor - respondo - lhe educadamente.
- Compreendo - diz - me com firmeza - mas ouça por uns minutos as vantagens desta proposta que lhe vou fazer agora e diga - me depois se não valerá a pena mudar!
E durante uns minutos lá fui ouvindo as supostas vantagens do serviço prosposto , debitadas numa voz compassada , determinada e profissional que quase me convenceram.
- Olhe , na verdade , parece - me competitiva a proposta mas vou continuar com o serviço que tenho - disse - lhe com ar definitivo, rematando de seguida - de qualquer modo , obrigado.
- Boa noite e obrigado pela sua atenção - respondeu - me , pondo fim assim à chamada telefónica.
Lá fora a chuva caía intensamente e dentro de mim ressoaram por breves instantes as palavras trocadas com o operador do call center .
Voltei ao computador e à pagina da Internet onde estava antes da chamada telefónica e por ali fiquei flutuando mais um pouco até que o frio da noite me empurrou até ao sofá , onde , debaixo da manta , adormeci com a televisão por companhia.
Sonhei com ela e em como poderíamos ser felizes juntos. Visualizei todos os detalhes do seu rosto vezes sem conta , principalmente a doçura do seu sorriso e como isso me deixava feliz .
- Sim , tenho , mas não estou , para já , interessado em mudar de fornecedor - respondo - lhe educadamente.
- Compreendo - diz - me com firmeza - mas ouça por uns minutos as vantagens desta proposta que lhe vou fazer agora e diga - me depois se não valerá a pena mudar!
E durante uns minutos lá fui ouvindo as supostas vantagens do serviço prosposto , debitadas numa voz compassada , determinada e profissional que quase me convenceram.
- Olhe , na verdade , parece - me competitiva a proposta mas vou continuar com o serviço que tenho - disse - lhe com ar definitivo, rematando de seguida - de qualquer modo , obrigado.
- Boa noite e obrigado pela sua atenção - respondeu - me , pondo fim assim à chamada telefónica.
Lá fora a chuva caía intensamente e dentro de mim ressoaram por breves instantes as palavras trocadas com o operador do call center .
Voltei ao computador e à pagina da Internet onde estava antes da chamada telefónica e por ali fiquei flutuando mais um pouco até que o frio da noite me empurrou até ao sofá , onde , debaixo da manta , adormeci com a televisão por companhia.
Sonhei com ela e em como poderíamos ser felizes juntos. Visualizei todos os detalhes do seu rosto vezes sem conta , principalmente a doçura do seu sorriso e como isso me deixava feliz .
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Copenhaga
Decorre por estes dias a cimeira sobre o ambiente e claro que se esperaria que alguma mudança positiva se lhe sucedesse.Talvez pouco mude na verdade mas pelo menos , por muito pouco que isso signifique , será tema de abertura dos noticiários e porventura de mais alguns debates televisivos representando dessa forma mais um audível alerta para todos aqueles que ainda pôem o tema em posição subalterna e sistemáticamente pensam que o problema não é deles mas sim de outros.
Ninguém poderá ficar de fora deste assunto porque a todos diz respeito;mais tarde ou mais cedo e , pelo que se vai sabendo , será mais cedo do que tarde.
Ninguém poderá ficar de fora deste assunto porque a todos diz respeito;mais tarde ou mais cedo e , pelo que se vai sabendo , será mais cedo do que tarde.
sábado, 28 de novembro de 2009
Sem medo?
Vindo ainda agora de Coimbra , onde a pós graduação me vai mantendo ocupado , entro no silêncio da casa e é como se entrasse num outro universo .
Um tanto confuso como se tivesse saído da manga de um avião após uma viagem a um outro país venho com outras ideias e um outro espírito mas , tal como sucede depois de uma verdadeira viagem , lentamente vou sendo atingido pelo ambiente que me cicunda e vou replicando em mim a atmosfera que nele respiro e assim de novo me torno no eu que aqui sou , neste local que quase nada me diz e com o qual não me identifico. E esse eu é um ser revoltado , zangado com o que o rodeia mas , ao mesmo tempo , pouco activo , pouco efectivo , que não tem sido capaz de mudar o estado de coisas.
Muito depende da nossa força de vontade - vem uma voz que se ergue por detrás de mim , informar - muito depende do que realmente queremos para nós, repete.
Ah! mas há tanto tempo que vivo assim ,há tanto tempo que espero que seja o tempo a resolver as coisas que não sei como agir de outra forma - retorqui como se um condenado fosse, condenado a esta pena capital de viver sob uma espécie de uma força maior que esmaga e comprime.
Tens que perder o medo de perder. Lembra - te que o que hoje se perde poderá amanhã ser compensado com outra coisa melhor , mais positiva , que te faça sentir mais incluido , mais humano.
Um tanto confuso como se tivesse saído da manga de um avião após uma viagem a um outro país venho com outras ideias e um outro espírito mas , tal como sucede depois de uma verdadeira viagem , lentamente vou sendo atingido pelo ambiente que me cicunda e vou replicando em mim a atmosfera que nele respiro e assim de novo me torno no eu que aqui sou , neste local que quase nada me diz e com o qual não me identifico. E esse eu é um ser revoltado , zangado com o que o rodeia mas , ao mesmo tempo , pouco activo , pouco efectivo , que não tem sido capaz de mudar o estado de coisas.
Muito depende da nossa força de vontade - vem uma voz que se ergue por detrás de mim , informar - muito depende do que realmente queremos para nós, repete.
Ah! mas há tanto tempo que vivo assim ,há tanto tempo que espero que seja o tempo a resolver as coisas que não sei como agir de outra forma - retorqui como se um condenado fosse, condenado a esta pena capital de viver sob uma espécie de uma força maior que esmaga e comprime.
Tens que perder o medo de perder. Lembra - te que o que hoje se perde poderá amanhã ser compensado com outra coisa melhor , mais positiva , que te faça sentir mais incluido , mais humano.
sábado, 21 de novembro de 2009
Brisa fria
Pela fresta da janela , uma brisa fria , atinge o meu corpo .
Lá fora , o cinzento no céu , acentua - se e a chuva , ainda agora uma ameaça , parece ser já uma realidade.
Lá fora , o cinzento no céu , acentua - se e a chuva , ainda agora uma ameaça , parece ser já uma realidade.
domingo, 8 de novembro de 2009
O que há entre nós?
O que há entre nós? - perguntou - enquanto descia a sua mão direita pelo cabelo liso , acastanhado , e me olhou com aquele olhar que eu já havia perscrutado antes. Caminhava , agitada , de um lado para o outro na sala quase vazia e que me pareceu enorme naquele instante em que parou e me interrogou daquela forma directa , diria até brutal e , inesperada , sim , muito inesperada.
Não conseguia deixar de a ver ainda deitada sobre a toalha estendida na areia branca da praia , naquele dia de Agosto , quando a revi ao fim de uns anos em que as nossas vidas se separaram , e de me lembrar muito vivamente da estranha sensação que tive nesse dia quando o meu corpo não mais obedecia às ordens do cérebro e começou a tremer incontroladamente como se tivesse sido atacado por um estranho e desconhecido vírus.
Estávamos agora um frente do outro com aquela pergunta pairando no ar e senti a atmosfera a adensar - se como se de repente um nevoeiro espesso se tivesse instalado e os meus olhos deixassem de ser capazes de ver com nitidez.
Fiquei atrapahado , confesso. Senti - me como um adolescente , tal como me sentira naquela tarde de Agosto , na praia , quando a vi de biquini e o seu corpo elegante me catalputara até fora de mim , para uma dimensão onde o meu raciocinio não era mais o comandante .
Não conseguia deixar de a ver ainda deitada sobre a toalha estendida na areia branca da praia , naquele dia de Agosto , quando a revi ao fim de uns anos em que as nossas vidas se separaram , e de me lembrar muito vivamente da estranha sensação que tive nesse dia quando o meu corpo não mais obedecia às ordens do cérebro e começou a tremer incontroladamente como se tivesse sido atacado por um estranho e desconhecido vírus.
Estávamos agora um frente do outro com aquela pergunta pairando no ar e senti a atmosfera a adensar - se como se de repente um nevoeiro espesso se tivesse instalado e os meus olhos deixassem de ser capazes de ver com nitidez.
Fiquei atrapahado , confesso. Senti - me como um adolescente , tal como me sentira naquela tarde de Agosto , na praia , quando a vi de biquini e o seu corpo elegante me catalputara até fora de mim , para uma dimensão onde o meu raciocinio não era mais o comandante .
sábado, 26 de setembro de 2009
Analgésico
Porto e Sporting digladiam-se no Dragão e no frisson habitual que a telefonia propiciona vou escutando as emoções dos lances e o entusiasmo dos adeptos , relatados com energia frenética pelos locutores animados.
Amanhã o País vai a votos para escolher , por um período de quatro anos , ou talvez menos , os governantes da coisa pública . Livrámo - nos da execrável campanha mas por pouco tempo dado que se seguem as autárquicas e de novo voltam os mesmos e outros ainda a infernizar a vida daqueles que , como eu , estão descrentes da politica e dos politicos, fartos de tanta porcaria , de tão pouca seriedade e de escasso esclarecimento.
Setembro está quase no fim. Estamos no Outono.
Contudo nestes ultimos dias o calor lembrou - se de nós e trouxe - nos um Verão tardio , de temperaturas elevadas e céu azul e que hoje me conduziu até à praia de onde acabo de chegar.
Tenho vivido com uma tristeza arreliadora , perturbante até porque não a tenho conseguido comunicar .
Estou um pouco melhor agora que falei e desabafei . Como me disse , falar é como tomar um analgésico , alivia a dôr no imediato mas , avisou - me , não cura a «doença» se «doença» existir.
Bem - haja. Obrigado
Amanhã o País vai a votos para escolher , por um período de quatro anos , ou talvez menos , os governantes da coisa pública . Livrámo - nos da execrável campanha mas por pouco tempo dado que se seguem as autárquicas e de novo voltam os mesmos e outros ainda a infernizar a vida daqueles que , como eu , estão descrentes da politica e dos politicos, fartos de tanta porcaria , de tão pouca seriedade e de escasso esclarecimento.
Setembro está quase no fim. Estamos no Outono.
Contudo nestes ultimos dias o calor lembrou - se de nós e trouxe - nos um Verão tardio , de temperaturas elevadas e céu azul e que hoje me conduziu até à praia de onde acabo de chegar.
Tenho vivido com uma tristeza arreliadora , perturbante até porque não a tenho conseguido comunicar .
Estou um pouco melhor agora que falei e desabafei . Como me disse , falar é como tomar um analgésico , alivia a dôr no imediato mas , avisou - me , não cura a «doença» se «doença» existir.
Bem - haja. Obrigado
sábado, 29 de agosto de 2009
Fim de férias
Estão a acabar , as férias.
Passam sempre mais rápido do que imaginamos. Quando nos começamos a ambientar , digamos assim , a um outro ritmo de vida , mais lento e prazeroso , pimba , lá vem a realidade estragar tudo e dizer - nos que há horários para cumprir e trabalho para ser feito.
Mais dois dias de «liberdade» e lá voltarei à rotina que a minha sobrevivência impõe. Não estou sózinho , resta - me essa consolação.
Não é que o meu trabalho me arrelie muito ou até me canse em demasia mas já não sinto a adrenalina e o entusiamo que um dia senti e há alturas em que me sinto farto desta "vidinha" .
Nos dias que correm é até um pouco sacrílego um desbafo deste género , tal é o desemprego que grassa mas , na verdade , há épocas em que trocaria a minha vida rotineira e certinha por uma qualquer outra com mais aventura e indefinição mesmo sabendo que poderia perder a segurança que esta me fornece.
Assim é! nunca estamos satisfeitos com o que temos...
Passam sempre mais rápido do que imaginamos. Quando nos começamos a ambientar , digamos assim , a um outro ritmo de vida , mais lento e prazeroso , pimba , lá vem a realidade estragar tudo e dizer - nos que há horários para cumprir e trabalho para ser feito.
Mais dois dias de «liberdade» e lá voltarei à rotina que a minha sobrevivência impõe. Não estou sózinho , resta - me essa consolação.
Não é que o meu trabalho me arrelie muito ou até me canse em demasia mas já não sinto a adrenalina e o entusiamo que um dia senti e há alturas em que me sinto farto desta "vidinha" .
Nos dias que correm é até um pouco sacrílego um desbafo deste género , tal é o desemprego que grassa mas , na verdade , há épocas em que trocaria a minha vida rotineira e certinha por uma qualquer outra com mais aventura e indefinição mesmo sabendo que poderia perder a segurança que esta me fornece.
Assim é! nunca estamos satisfeitos com o que temos...
Ana Filipa
Pouco me resta agora que o cansaço se abeira; pouco mais que a miragem do teu rosto , o som afastado da tua voz , o brilho entrevisto do teu olhar .
Vem então uma tristeza amiga para ao pé de mim , fazer - me companhia.
Não sei se realmente existes ou se és apenas filha do desejo .
És tu quem levo para dentro dos sonhos , és a escultura em mármore branco esculpida na imaginação.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Um instante do tempo
Com o corpo estirado no sofá , voltado para cima , olho o tecto branco , vazio , aguardando que lá de cima venham as respostas às interrogações que surgem ou simplesmente deixando os pensamentos vogarem soltos , sem resposta .
Fecho os olhos e afundo - me então um pouco mais dentro de mim , respirando pausada e profundamente , sentindo o ar entrando e saindo , promovendo algum ruído , tal como aprendido nos exercícios respiratórios do yoga e lentamente tomo uma consciência maior de mim e do universo a que pertenço .
Na quietude da sala de minha casa , onde mais ninguém se encontra , estabeleço por momentos , cuja duração é subjectiva , uma conexão harmoniosa comigo e com a consciência de mim próprio , do elemento vivo que sou e do conjunto maior a que pertenço.
Repito uma , duas vezes mais , e parece até que , por instantes , o tempo se imobilizou e que tudo à minha volta se encaixou correctamente , formando um todo equilibrado e com sentido.
Fecho os olhos e afundo - me então um pouco mais dentro de mim , respirando pausada e profundamente , sentindo o ar entrando e saindo , promovendo algum ruído , tal como aprendido nos exercícios respiratórios do yoga e lentamente tomo uma consciência maior de mim e do universo a que pertenço .
Na quietude da sala de minha casa , onde mais ninguém se encontra , estabeleço por momentos , cuja duração é subjectiva , uma conexão harmoniosa comigo e com a consciência de mim próprio , do elemento vivo que sou e do conjunto maior a que pertenço.
Repito uma , duas vezes mais , e parece até que , por instantes , o tempo se imobilizou e que tudo à minha volta se encaixou correctamente , formando um todo equilibrado e com sentido.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O tempo
O tempo passa , inexorável , deixando toda a espécie de marcas e traços , desde os que se podem ver aos outros não visíveis mas igualmente tão significantes.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Ao acaso
A tela em branco , a folha vazia , a angústia do começo .
Pode escrever - se sem que haja um trilho prévio , como quem se embrenha numa floresta sem a conhecer antes , pelo simples prazer de andar ou pelo gosto da aventura e descoberta .
Também com as palavras se pode descobrir algo novo ou redescobrir o temporáriamente esquecido ou o colocado à parte pela trama própria da memória.
Fecho os olhos .
Pode escrever - se sem que haja um trilho prévio , como quem se embrenha numa floresta sem a conhecer antes , pelo simples prazer de andar ou pelo gosto da aventura e descoberta .
Também com as palavras se pode descobrir algo novo ou redescobrir o temporáriamente esquecido ou o colocado à parte pela trama própria da memória.
Fecho os olhos .
sábado, 1 de agosto de 2009
Erros
Desde que me lembro de ser gente que tenho dificuldade na socialização , nas relações com os outros .
Por isso , a certa altura , fugi do convívio mais alargado e superficial e fui reduzindo o meu círculo de amigos .
Mesmo assim , com menos gente directamente envolvida na minha vida mais íntima , nunca fui muito bom a lidar com as adversidades e as contrariedades que sempre e naturalmente surgem da convivência com os outros.
Tive mas ainda tenho dificuldade em aceitar um não , talvez porque tenha sentido mais do que hoje contudo sinto igualmente dificuldade em dizer não ; sobretudo tenho dificuldade em lidar com o imprevisto , característica muito pouco facilitadora das relações , dado que estas estão cheias de imprevistos.
Nós não somos máquinas , e ainda bem , pelo que nunca funcionamos da mesma forma mesmo quando as circunstâncias se assemelham. E se , apesar de tudo , agora talvez já esteja um pouco melhor - pudera , também ! ... - nesse e porventura noutros aspectos, ainda faço muita antecipação de momentos que ainda não ocorreram , ficando estupidamente nervoso e ansioso por causa disso e , carregado por essa ansiedade , comporto - me imensas vezes de uma forma não adequada , pouco natural ou pouco autentica e em outras vezes chego mesmo a comportar - me de forma imprópria e inconveniente e ainda , talvez pior do que tudo o resto , chego umas quantas muitas vezes a assumir um comportamento pouco educado , antipático ou mesmo rude.
Por isso , a certa altura , fugi do convívio mais alargado e superficial e fui reduzindo o meu círculo de amigos .
Mesmo assim , com menos gente directamente envolvida na minha vida mais íntima , nunca fui muito bom a lidar com as adversidades e as contrariedades que sempre e naturalmente surgem da convivência com os outros.
Tive mas ainda tenho dificuldade em aceitar um não , talvez porque tenha sentido mais do que hoje contudo sinto igualmente dificuldade em dizer não ; sobretudo tenho dificuldade em lidar com o imprevisto , característica muito pouco facilitadora das relações , dado que estas estão cheias de imprevistos.
Nós não somos máquinas , e ainda bem , pelo que nunca funcionamos da mesma forma mesmo quando as circunstâncias se assemelham. E se , apesar de tudo , agora talvez já esteja um pouco melhor - pudera , também ! ... - nesse e porventura noutros aspectos, ainda faço muita antecipação de momentos que ainda não ocorreram , ficando estupidamente nervoso e ansioso por causa disso e , carregado por essa ansiedade , comporto - me imensas vezes de uma forma não adequada , pouco natural ou pouco autentica e em outras vezes chego mesmo a comportar - me de forma imprópria e inconveniente e ainda , talvez pior do que tudo o resto , chego umas quantas muitas vezes a assumir um comportamento pouco educado , antipático ou mesmo rude.
Ana
Choveu.
Começou molhado este Agosto obrigando - me a alterar os "planos" imaginados para o dia de hoje.
R. não respondeu à minha mensagem que na verdade se destinava à sua amiga Ana. Ana é uma mulher ainda jovem , atraente e dona de um corpo que me remete para as esculturas gregas que vi no Louvre em Fevereiro. Corpo enxuto , fibroso mas suave , delicado , que apetece tocar levemente de uma ponta a outra , sem qualquer interrupção , se assim me posso exprimir.
Está , assim me pareceu , amargurada e um pouco triste, o que se explica depois de um divórcio cujos contornos e pormenores desconheço e que pôs fim a um curto período de quatro anos de casamento.
Não me sai da cabeça desde sábado passado. Desde esse dia que volta e meia dou por mim em voluptuosos pensamentos que a envolvem.
Começou molhado este Agosto obrigando - me a alterar os "planos" imaginados para o dia de hoje.
R. não respondeu à minha mensagem que na verdade se destinava à sua amiga Ana. Ana é uma mulher ainda jovem , atraente e dona de um corpo que me remete para as esculturas gregas que vi no Louvre em Fevereiro. Corpo enxuto , fibroso mas suave , delicado , que apetece tocar levemente de uma ponta a outra , sem qualquer interrupção , se assim me posso exprimir.
Está , assim me pareceu , amargurada e um pouco triste, o que se explica depois de um divórcio cujos contornos e pormenores desconheço e que pôs fim a um curto período de quatro anos de casamento.
Não me sai da cabeça desde sábado passado. Desde esse dia que volta e meia dou por mim em voluptuosos pensamentos que a envolvem.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Evocando Mónica
Tenho , por vezes , a sensibilidade de um elefante em loja de porcelanas e uma impaciência semelhante à de um tigre esfomeado não obstante dar por mim umas outras quantas vezes a contemplar a doçura de uma flor ou o encanto de um sorriso como se da primeira vez se tratasse.
Sou , como qualquer ser humano , contraditório , confuso , tenho medo e receios , dúvidas e angústias e , especialmente nesses momentos , meto os pés pelas mãos as mãos pelos pés e nunca digo ou faço a coisa certa.
E assim foi desta vez. Que diacho de importância tem o facto de ter escrito descubrir e não descobrir. Toda a gente entendeu , porra... !
Descobre-se como bem se entende e como bem apetece . O importante é descobrir ! E foi isso que você fez .
Importa fazer o caminho , os caminhos ...
Importa que continue a escrever . Importa que continue a descobrir
Sou , como qualquer ser humano , contraditório , confuso , tenho medo e receios , dúvidas e angústias e , especialmente nesses momentos , meto os pés pelas mãos as mãos pelos pés e nunca digo ou faço a coisa certa.
E assim foi desta vez. Que diacho de importância tem o facto de ter escrito descubrir e não descobrir. Toda a gente entendeu , porra... !
Descobre-se como bem se entende e como bem apetece . O importante é descobrir ! E foi isso que você fez .
Importa fazer o caminho , os caminhos ...
Importa que continue a escrever . Importa que continue a descobrir
Subscrever:
Mensagens (Atom)